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Quer ser mais feliz? Gaste dinheiro com experiências e não com coisas

Dizem que o dinheiro não compra felicidade, mas será isso mesmo?

Esse artigo, publicado na revista Entrepeneur, explica de uma forma bem interessante, que o dinheiro pode sim comprar felicidade, mas depende de como você o gasta.

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7 Razões porque gastar dinheiro em experiências nos deixa mais feliz do que comprando coisas

Pesquisadores têm estudado há anos como as pessoas poderiam usar seu dinheiro para serem mais felizes. A suposição inicial era de que gastar dinheiro em bens materiais aumentaria a felicidade, porque coisas duram mais do que uma experiência, como uma viagem, por exemplo. Um estudo realizado por mais de duas décadas pelo Dr. Thomas Gilovich, professor de psicologia da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, descobriu que exatamente o oposto é verdadeiro.

Dr. Gilovich é apenas um dos vários pesquisadores que acreditam no Paradoxo de Easterlin, que afirma que depois que nossas necessidades básicas são atendidas, o dinheiro só aumentará a felicidade até certo ponto pelas seguintes razões:




1) Porque bens materiais proporcionam felicidade por menos tempo

“Um dos inimigos da felicidade é a adaptação”, diz o Dr. Gilovich. “Nós compramos coisas para ficarmos felizes, e isso funciona. Mas só por um tempo. Novas coisas são emocionantes no início, mas depois nos adaptamos a elas. “

Os psicólogos chamam isso de “adaptação hedônica“. Em outras palavras, a emoção que um novo carro, iPhone ou roupas novas rapidamente ficará em segundo plano, assim que elas se tornam parte de nossas vidas diárias. Porém, experiências como viajar, assistir a uma exposição de arte ou experimentar um novo restaurante tornam-se parte de nossa identidade, o que nos traz maior satisfação.

“Nossas experiências são uma parte maior de nós mesmos do que nossos bens materiais”, diz Gilovich. “Você pode realmente gostar de suas coisas materiais. Você pode até pensar que parte de sua identidade está conectada a essas coisas, mas mesmo assim elas permanecem separadas de você. Por outro lado, suas experiências realmente fazem parte de você. Somos a soma total de nossas experiências. “

2) Porque experiências definem o seu propósito e suas paixões

Suas atividades diárias devem ser guiadas e influenciadas por seu propósito e suas paixões, não por bens materiais.

Pense nisso desta maneira. Digamos que seu músico favorito seja Bruce Springsteen. Mesmo que você tenha uma coleção de todos os seus álbuns e até outros itens como camisas ou cartazes, será que todas essas posses superariam assistir a um concerto de Springsteen? Provavelmente não. Na verdade, se alguém te oferecesse um ingresso na primeira fila em troca de toda a sua coleção de objetos, você provavelmente aceitaria a proposta num piscar de olhos.

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3) Porque as posses não contribuem para as relações sociais

“Nós consumimos experiências diretamente com outras pessoas”, diz Gilovich. – E depois que elas se acabaram, fazem parte das histórias que contamos uns aos outros.

Você se conecta mais com outras pessoas conversando sobre bens materiais ou sobre experiências? Pense em Bruce Springsteen novamente. Quando você conhece um outro fã, vocês imediatamente criam um certo vínculo e conexão. Vocês podem falar sobre a música, os shows que vocês assistiram e quanto a música impactou positivamente suas vidas. Isso parece ser uma conversa mais aprofundada e interessante do que falar sobre carros, roupas ou até mesmo sobre os objetos que vocês possam ter de lembrança do ídolo, certo?

4) Porque momentos são mais memoráveis

Apesar das experiências serem pensadas para serem temporárias, elas fornecem alto nível de excitação e memorização graças à antecipação. Vamos voltar novamente ao exemplo de Bruce Springsteen: Você fica sabendo que ele está vindo à sua cidade, na mesma hora você marca no seu calendário não somente a data do show, mas também quando os ingressos começarão a serem vendidos. Desde este momento você já está vivenciando a experiência. Ir a este show é uma experiência inteira, não apenas um momento singular.

5) Porque experiências podem apresentá-lo a um mundo totalmente novo

Ao contrário das coisas, as experiências te apresentam novas perspectivas, lições de vida e a importância da gratidão.  Veja as viagens, por exemplo. Você pode perceber e entender as diferenças culturais, pode vivenciar coisas novas. Mesmo aquelas experiências negativas, a partir do momento em que se pensa nelas, elas passam a ter valor de crescimento pessoal ou podem mesmo virar boas histórias para contar para os amigos.

6) Porque coisas demais podem causar stress

Você tem uma garagem cheia de coisas? Esse acúmulo de lixo, que você nunca vai usar pode realmente prejudicar a sua saúde mental. Isto porque quando nossas casas estão cheias de coisas, a desordem aumenta nossos níveis de stress.

7) Porque não é divertido ou saudável ficar se comparando aos vizinhos

“A tendência de se comparar com os vizinhos tende a ser mais pronunciada em relação a bens materiais do que a experiências”, diz Gilovich. Isso ocorre porque, de acordo com a pesquisa de Ryan Howell e Graham Hill, é mais fácil comparar os bens materiais do que as experiências.

“Certamente nos incomoda se estamos em férias e vemos outros se hospedando em um hotel melhor ou voando de primeira classe. Mas não produz tanta inveja como quando somos superados em bens materiais. “

Em outras palavras, gastar dinheiro em experiências pode diminuir esse comportamento invejoso, o que significa que estaremos mais saudáveis e felizes no final.

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E você? Já parou para pensar no que realmente te faz mais feliz?

Se quiser saber mais sobre o tema, assista ao premiado documentário Happy, disponível no Netflix. Nele, o diretor Roko Belic vai em busca das causas da felicidade genuína analisando pesquisas, conversando com cientistas e entrevistando pessoas de diversos lugares do mundo como Brasil, Dinamarca, Quênia, Japão, Butão, Índia e Estados Unidos. Vale muito a pena assistir!

Veja o trailer.





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